quarta-feira, maio 31, 2006

PODER DE ESCOLHA...


Pertenço a esse imenso universo que é o das mulheres jovens portuguesas solteiras (por enquanto...), independentes financeira e pessoalmente.
Somos efectivamente livres. Livres de escolher o nosso caminho, de arcar com as consequências das nossas opções e dos nossos actos. De escolher estar ou não estar, de ser solteiras, divorciadas, separadas, de termos “casos”, e finalmente... de sermos casadas!!
Mas será que somos verdadeiramente livres? Ou será que muitas de nós limitam-se a fazer o que é esperado delas?
Falo, pois, do que nos é exigido e do que nós exigimos a nós mesmas!! É o reverso do que ganhamos ao longo de décadas, no fundo.
Se perguntarmos a uma mulher, actualmente, entre os 25 e os 35 anos o que pretende para a sua vida, com um percurso relativamente normal, muito provavelmente, vai responder: ser profissionalmente realizada, ter uma relação amorosa feliz e ter filhos.
Simples, não é?
Ora, aqui temos três papéis distintos numa só mulher: a trabalhadora, a companheira e a mãe. E a acrescer não nos podemos esquecer que também queremos ser independentes e autónomas, donas do nosso nariz.
Claro que o que estou a dizer não é nenhuma novidade. A mulher dos dias que correm exige a si mesma ser uma boa profissional, esclarecida/interessante, boa companheira com as respectivas subdivisões (amante, confidente, amiga, governanta) e uma boa mãe conhecedora das mais recentes teorias de educação infantil. Já para não falar de ser gira, sociável, simpática, elegante...
Mas temos também de “levantar a hipótese” de haver também entre estas as que não se importavam nada, - nadinha! - de abdicar da sua vida profissional e dedicarem-se em exclusivo à familiar mas... que não podem!
As razões pelas quais não podem, essas, variam. Podem ser por questões orçamentais do agregado familiar ou porque, simplesmente, o abdicar dessa parte da sua vida implica perder a sua autonomia económica ainda que se sentissem totalmente realizadas.
Portanto, concluindo, somos verdadeiramente livres?
Ontem, o nosso papel estava predeterminado e atribuído num casting no qual nos inscreviam: a mulher casada, mãe e dona de casa. Trabalhadora sim mas em casa, dependente do marido, sem independência e autonomia, uma espécie de lírios dourados.
Hoje, podemos ser profissionais competentes, fantásticas companheiras e mães exímias, papéis que somos livres de escolher e desempenhar mas, pelos vistos, nem sempre livres de excluir.

5 comentários:

chinaman disse...

Pois é temos muita pena das senhoras .. .mesmo muita ehehehehe

shufajia disse...

É certo que a nós mulheres de Macau muitos mundos nos estarão para sempre vedados, mas acabamos por saber mais sobre eles, homens de Macau, do que eles sobre nós. Apesar de não ser imediatamente perceptível, essa é que é a verdade...

E... parabéns pelo blog... esta é uma "plataforma no feminino" que promete no idílio de Macau!

Anónimo disse...

Simplesmente deprimente!
Quem escreve isso precisa de caralho!
Porque nao falam dos problemas sociais da macau? Ou um outro tema mais interessante... ficar lamentando a falta de caralho em macau 'e deprimente! Arrumem os sacos e partam para a russia!

mulher de macau

shufajia disse...

esta mulher de Macau é uma mulher muito estranha, talvez uma mulher com problemas, aqueles que este blog me parece capaz de tratar.

Permitam-me a sugestão, mas este tipo de linguagem não me parece muito agradável no vosso querido blog. talvez fosse melhor apagar este comentário que a bem dizer pouco acrescenta. E talvez fosse simpático da parte desta mulher de Macau fazer comentários mais construtivos em próximas intervenções.

maria de fátima disse...

filosofia de ponta!
todos a temos, quem não a quer.
mas já agora, façamos um exercício de lógica a propósito de caralhos:
1 - se os houvesse na rússia, elas não vinham para cá;
2 - que eu saiba a escrita até descansa as mãos;
3 - efectivamente, um dos mais graves problemas sociais de macau, é a falta de inteligência com que temos que nos cruzar - será política de alfândega?;
4 - se faltasse alguma coisa a alguém, seriam homens, porque caralhos, há muitos como tu;
5 - também acho que há temas mais interessantes, porquê a insistência no caralho do caralho!?

obrigada pela tua partilha. numa próxima, fica prometido, falaremos da ausência de meios complementares de diagnóstico e do sistema médico da raem: um psiquiatra não chega para mil portugueses, a lidar com pessoas como tu.

com os melhores cumprimentos,