terça-feira, julho 03, 2007

Manifesto contra o nosso tempo

1. Nossos ninhos a cada dia maiores,
nossas famílias paradoxalmente mais curtas!


2. Nossos lares esteticamente mais belos,
mas nossas salas tantas vezes vazias...


3. A informação que nos inunda...
a mesma que, não raras vezes, nos afoga!


4. Conhecimentos em barda,
discernimento raríssimo!


5. Licenciados de menos?...
"Drs." demais!...


6. Lemos?...Alguns, muito...
outros nem por isso...


7. A ciência a evoluir a cada minuto e
as doenças a pandemnizarem-se ao segundo!


8. Já fomos à lua e até conhecemos planetóides,
mas ignoramos a realidade do nosso próprio país!


9. Encolhemos o mundo com links de auto-estradas globais,
e, ainda assim, logramos isolar-nos em chats de fibras ópticas!


10. Dissecámos, ábeis, o átomo,
mas inábeis nos revelamos na destruição do preconceito!


11. Sprintamos numa corrida pela vida
e as mais das vezes nem vemos o sol!


12. Falamos, falamos, falamos
e não nos vejo a fazer nada!....


13. Acumulamos anos de vida e esquecemo-nos quase sempre
de juntar essa vida aos nossos anos!


14. Risos? tantos...
Alegria interior...what?...


15. Borlamos o corpo
fingindo deconhecer quão valiosa é a nossa alma!


16. Desperdiçamos horas a fio com banalidades supérfluas,
ignorando, cegos, os breves instantes em que respiramos!


17. Abstraímo-nos todos os dias da verdadeira felicidade e,
tristes, buscamos ainda um sentido para as nossas vidas!

Posto isto, que é afinal tudo quanto sabemos e vale quase nada...
Fique, ao menos, o sonho...

O Sonho que, nem sabemos e nem sonhamos...
mas que é uma constante da vida...
tão concreta e definida como outra coisa qualquer...

E como diria Sebastião da Gama:
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
(...)
-Partimos. Vamos. Somos.



@Figueira da Foz, Porque uma vida de sol também é feita de dias de sombra...

2 comentários:

Paralaxe disse...

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Anónimo disse...

Al cabo, son muy pocas las palabras
que de verdad nos duelen, y muy pocas
las que consiguen alegrar el alma.
Y son también muy pocas las personas
que mueven nuestro corazón, y menos
aún las que lo mueven mucho tiempo.
Al cabo, son poquísimas las cosas
que de verdad importan en la vida:
poder querer a alguien, que nos quieran
y no morir después que nuestros hijos.

amalia bautista